Vol. 5 supl.1 nº 0 - de 2011
Pages 21 to 33
 

Doença de Alzheimer. Avaliação cognitiva, comportamental e funcional
Doença de Alzheimer. Avaliação cognitiva, comportamental e funcional

Authors: Márcia L.F. Chaves1; Claudia C. Godinho1; Claudia S. Porto2; Leticia Mansur2,3; Maria Teresa Carthery-Goulart2,4; Mônica S. Yassuda2,5; Rogério Beato6

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Descriptors:
Descritores:
consenso, diretrizes, avaliação funcional, avaliação cognitiva, avaliação comportamental.

ABSTRACT:

RESUMO:
Este artigo apresenta revisão e ampliação das recomendações sobre os testes e baterias empregados no Brasil para o diagnóstico e avaliação cognitiva, funcional e comportamental da demência na doença de Alzheimer (DA). De modo sistemático foi revista a literatura disponível (nas bases MEDLINE, LILACS e SCIELO) e os artigos foram avaliados e classificados por níveis de evidência, para se estabelecerem as recomendações. Para a avaliação funcional a recomendação é o uso das escalas IQCODE, DAFS-R, DAD, ADL-Q e Bayer para avaliação das atividades instrumentais da vida diária e escala Katz para avaliação das atividades básicas. Para avaliação dos sintomas neuropsiquiátricos foram recomendadas as escalas NPI e CAMDEX e a Cornell para depressão em demência. Como instrumento de rastreio deve-se utilizar o Mini-Exame do Estado Mental; quanto às baterias multifuncionais, pode-se aplicar CAMCOG-R, ADAS-COG, CERAD e MDRS, que avaliam brevemente várias funções cognitivas. Para avaliação clínica da demência e classificação de acordo com a gravidade é recomendada a escala CDR. São recomendados os testes por domínio cognitivo baseados nas evidências disponíveis para uso na nossa língua.

Introdução

Demência é um problema prevalente. Dependendo da forma como os casos são definidos, as estimativas de prevalência podem variar de 2,4 milhões a 4,5 milhões de indivíduos nos EUA.1-3 Além disso, muitos adultos idosos percebem dificuldades de memória e outra função cognitiva. Doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência contribuindo para 60% dos casos de comprometimento cognitivo progressivo no idoso.4 O rastreio da doença quando é clinicamente indetectável ou em seus estágios mais precoces torna-se racional quando intervenções podem prevenir ou retardar as consequencias da doença. Por outro lado, o claro benefício de rastrear todos os idosos assintomáticos não foi demonstrado, nem foi descartada a possibilidade de algum benefício.5 No entanto, há necessidade de avaliar cuidadosamente aqueles que apresentam queixas cognitivas ou relacionadas a cognição. Médicos que atendem adultos encontrarão pacientes com queixas de memória, e devem, assim, ser capazes de avaliá-los para as causas de demência.

A avaliação neuropsicológica pode caracterizar alterações cognitivas, comportamentais e funcionais e pode auxiliar o médico no curso da avaliação diagnóstica, planejamento de reabilitação e manejo. Como outros testes, a avaliação neuropsicológica possui limitações por si mesma e deve ser interpretada em conjunto com outras informações clínicas, de imagem e laboratório. Avaliações neuropsicológicas tem a vantagem de ser objetivas, seguras, portáveis, e relevantes à integridade funcional cerebral. Os resultados da avaliação neuropsicológica devem ser considerados no contexto da idade, educação, status socioeconomico e base cultural do paciente, pois podem afetar o desempenho. Além disso, questões envolvidas na construção dos testes como confiabilidade, validade, e sensibilidade dos procedimentos de avaliação tem impacto nas conclusões que podem ser obtidas de uma avaliação neuropsicológica.6

A testagem neuropsicológica é exigida para o diagnóstico de doença de Alzheimer pela maioria dos critérios diagnósticos vigentes (NINCDS-ADRDA, DSM-IV, CID-10), e a avaliação neuropsicológica é no momento um dos principais meios de avaliação de eficácia das drogas desenvolvidas para tratamento da DA.

Os médicos devem realizar suas próprias avaliações do estado mental nos pacientes antes de encaminhar para uma avaliação neuropsicológica, que deve ser realizada por profissional capacitado, e muitos clínicos tem treinamento para a aplicação de questionários básicos.7-9 Os testes de rastreio, no entanto, apresentam taxas consideráveis de falsos-negativos, falhando em detectar mudanças cognitivas sutis, e não substitui a testagem neuropsicológica em muitos aspectos.10

Em 2005, o Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da ABN publicou as recomendações para diagnóstico, tratamento, avaliação cognitiva e funcional.11 Nesse momento as recomendações estão sendo revisadas empregando um corpo de especialistas brasileiros na área. O método de revisão das evidências foi através de buscas em bases de dados PUBMED, SCIELO e LILACS de acordo com os descritores eleitos para cada módulo, de modo a obter dados sobre o cenário nacional e internacional. No entanto, para os instrumentos aqui avaliados, a existência de estudos de validação para a população brasileira foi considerado requisito essencial dada a influência dos aspectos culturais e demográficos sobre o desempenho em testes e escalas. Assim, apenas as publicações de dados brasileiros foram efetivamente selecionadas.


Sobre a seleção dos instrumentos

Foram selecionados nas bases de dados acima mencionadas os instrumentos utilizados nas avaliações cognitivas, comportamentais e funcionais que seguissem critérios alinhados com a natureza de estudos de validação de testes e escalas, uma vez que não apresentam o perfil de ensaio clínico. Assim sendo o grupo baseou-se na classificação proposta nas Tabelas 1 e 2.12






Foram considerados como critérios mínimos: estudos com normas de idade e escolaridade, aplicados em idosos e pacientes com demência. Ressalvas foram explicitadas, nos casos dos testes largamente utilizados que não preencheram os critérios aqui especificados.

Nas três modalidades de avaliação os seguintes aspectos foram considerados para a análise dos instrumentos:

  • Tradução e adaptação.
  • Consistência interna.
  • Validade convergente e divergente.
  • Estabilidade temporal.
  • Validade diagnóstica (acurácia: sensibilidade, especificidade e outros parâmetros diagnósticos).
  • Análise de influências sociodemográficas (idade, escolaridade, gênero).



  • Avaliação funcional

    A perda progressiva da capacidade para realizar as atividades de vida diária (incapacidade funcional) é uma característica essencial para o diagnóstico de demência. As atividades de vida diária podem ser divididas em básicas (ABVD) e instrumentais (AIVD). As primeiras são importantes para o autocuidado e incluem a capacidade para realizar a higiene pessoal, o controle esfincteriano e a alimentação. As AIVD são mais complexas e incluem a capacidade de preparar uma refeição, realizar trabalhos domésticos, cuidados com finanças e correspondência, administração da própria medicação, entre outros.13 A avaliação funcional é útil não somente para o diagnóstico da demência da doença de Alzheimer, mas também para a adequada orientação do paciente e de seus cuidadores e para avaliar o efeito de intervenções farmacológicas e não-farmacológicas.

    No estágio inicial da demência da doença de Alzheimer verifica-se declínio das AIVD e a avaliação funcional com propósito diagnóstico deve focalizar estes aspectos por meio de entrevista com o informante ou através de avaliação direta do paciente. A avaliação das ABVD é relevante em estágios mais avançados da doença.

    Utilizando-se os descritores "atividades da vida diária" e "Brasil" foram encontrados 406 artigos na base de dados PUBMED, 72 na LILACS e três na SCIELO. Nas bases LILACS e SCIELO foram também utilizados os descritores "atividades de vida diária" e "doença de Alzheimer", identificando-se respectivamente, 23 e três artigos. Excluímos os trabalhos que não foram realizados com idosos, os que avaliaram condições clínicas específicas (ex. pacientes cardíacos, doença pulmonar crônica, pacientes com lesões medulares), os que focalizaram aspectos de mobilidade física ou perfis de atividade física e os que utilizaram entrevistas semi-estruturadas em vez de escalas ou questionários padronizados. Restaram 43 artigos e nestes foram identificados os instrumentos utilizados para a avaliação das atividades de vida diária em idosos e em pacientes com demência no Brasil. Nessa primeira análise identificamos que os instrumentos mais utilizados nesses estudos foram a escala Lawton-Brody14 para a avaliação das atividades instrumentais e a escala Katz15 para avaliação das atividades básicas de vida diária. Outros instrumentos empregados foram o índice Barthel,16 o Questionário de Atividades Funcionais de Pfeffer et al.,17 a Functional Independence Measure (FIM),18 o Informant Questionnaire on Cognitive Decline in the Elderly (IQCODE),19 a Disability Assessment for Dementia (DAD),20 a Bristol Activities of Daily Living Scale (BADLS),21 a Bayer Activities of Daily Living Scale (B-ADL),22 o Activities of Daily Living Questionnaire (ADL-Q)23 e a Direct Assessment of Functional Status-Revised (DAFS-R).24 Dentre esses instrumentos, identificamos os que passaram por processo de adaptação cultural e validação para uso no Brasil e, os que foram utilizados em estudos com pacientes com demência.

    A escala Katz e o índice Barthel avaliam as ABVD. A escala Katz foi adaptada transculturalmente para uso com população brasileira25 (Classe II) e foi mais frequentemente utilizada em estudos com pacientes com demência. O índice Barthel também tem estudo de validação para população brasileira26 (Classe II) e mostrou-se correlacionado com déficit cognitivo avaliado pelo MEEM em população idosa,27 mas não localizamos estudos que tenham avaliado sua aplicação em pacientes com DA. Entre os instrumentos que avaliam as AIVD o IQCODE, a escala Pfeffer e a escala Lawton-Brody foram bastante utilizados em estudos com pacientes com demência no Brasil,28-31 no entanto, somente o IQCODE apresenta estudo de validação28,32 (Classe II). A escala Lawton apresenta estudo de confiabilidade em amostra de 16 idosos sem demência33 (Classe IV). A escala Pfeffer apesar de ser amplamente utilizada, estar em um grande número de publicações, não tem estudo de validação.

    Os demais instrumentos avaliam as ABVD e as AIVD. As escalas DAD20,34,35 (estudos de Classe III e II, respectivamente), Bayer22,36,37 (Classe II) e DAFS-R24,38 (Classe II) têm estudos de validação e índices de acurácia diagnóstica para DDA. A escala ADL-Q foi traduzida, adaptada e analisada quanto características psicométricas23,39 (Classe II), mas ainda não apresenta estudos no Brasil avaliando sua acurácia diagnóstica para DA. A MIF foi validada no Brasil para pacientes com lesão medular18,40 (Classe II) e foi utilizada em estudo com idosos.41 Entretanto, localizamos apenas um trabalho onde sua aplicação foi estudada em pacientes com DA.42 A BADLS foi utilizada em pesquisas com pacientes com demência43,44 mas não apresenta estudo de adaptação e validação para uso com população brasileira.

    Recomendações - Para o diagnóstico da DA recomendamos a utilização das escalas IQCODE, DAFS-R, DAD, ADL-Q e Bayer por avaliarem AIVD e por terem como base estudos de classe II ou III (norma). A escala Katz pode ser utilizada para avaliação das ABVD em pacientes com DA (norma).
    Observação - Ainda é prática corrente em nosso meio a utilização de escalas sobre as quais não encontramos registros de validação nas bases de dados consultadas, como por exemplo a escala Pfeffer17 e a BADLS,21 indicando necessidade de estudos futuros.



    Avaliação comportamental

    Sintomas comportamentais e psicológicos da doença de Alzheimer são bastante comuns ao longo da evolução do quadro, sendo um dos principais motivos de institucionalização, uso de medicamentos, aumento dos custos nos cuidados com a doença e sobrecarga para família.

    Alguns instrumentos foram desenvolvidos no sentido de sistematizar a avaliação dos sintomas neuropsiquiátricos da DA, na maior parte deles os sintomas são avaliados conforme a informação dos familiares e/ou cuidadores.

    Descritores empregados:

  • Sintomas neuropsiquiátricos e demência ou DA.
  • Sintomas comportamentais e demência ou DA.
  • Neuropsicologia e demência ou DA.
  • Problemas comportamentais e demência ou DA.
  • Sintomas comportamentais e psicológicos (BPSD: behavioral and psychological symptoms) e demência ou DA.


  • De acordo com a revisão realizada a partir dos descritores acima, as escalas mais utilizadas no contexto internacional foram: Inventário Neuropsiquiátrico (Neuropsychiatric Inventory - NPI),45 Escala de Avaliação de Comportamento do CERAD (Behavior Rating Scale for Dementia of the Consortium to Establish a Registry for Alzheimer's Disease: CERAD-BRSD),46 Escala de Patologia Comportamental na Doença de Alzheimer (Behavioral Pathology in Alzheimer's Disease Scale: BEHAVE-AD),47 e a seção A da escala CAMDEX-R (Cambridge Examination for Mental Disorders of the Elderly - Revised Version).48 A Escala Cornell para Depressão na Demência (Cornell Scale for Depression in Dementia)49 e a Escala de Avaliação de Humor na Demência (Dementia Mood Assessment Scale: DMAS)50 foram encontradas para avaliação de sintomas depressivos. O Inventário de Agitação de Cohen-Mansfield (Cohen-Mansfield Agitation Inventory: CMAI)51 é muito utilizado para a avaliação do amplo espectro de sintomas de agitação.

    No contexto brasileiro, dos 22 artigos encontrados

    com os mesmos descritores, apenas três artigos de adaptação e/ou validação de instrumentos. Dessa forma, encontramos estudos de adaptação e/ou validação para as escalas NPI,52 seção A da escala CAMDEX-R53 (Classe II), e Cornell54 (Classe III) preenchendo critérios mínimos de validação.

    Recomendações - Para avaliação dos sintomas neuropsiquiátricos de pacientes com DA pode-se utilizar as escalas NPI e CAMDEX (estudos Classe II ou III) (norma). A escala Cornell pode ser empregada na avaliação de sintomas depressivos (Classe IV) (opção prática).



    Instrumentos breves de rastreio cognitivo

    Para atendimento em serviços de atenção primária utilizam-se instrumentos que não requeiram treinamento extensivo, que possam ser aplicados por diversos profissionais de saúde e que sejam breves. Os descritores utilizados para a busca de evidência foram: estado mental e demência ou DA e Brasil, teste de rastreio e demência ou DA e Brasil.

    Os descritores aplicados foram estado mental AND rastreio AND demência AND Brasil. Da totalidade de artigos nas bases de dados referidas com instrumentos breves (n=87) aplicados no Brasil, 29 envolviam etapas de adaptação e/ou validação de alguma natureza.

    O Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) tem sido o instrumento mais utilizado nesse contexto e apresenta dados normativos, confiabilidade teste-reteste, e acurácia diagnóstica abaixo apresentados.

    O MEEM foi projetado para ser uma avaliação clínica prática de mudança do estado cognitivo em pacientes geriátricos.7 Examina orientação temporal e espacial, memória de curto prazo (imediata ou atenção) e evocação, cálculo, praxia, e habilidades de linguagem e visuoespaciais. Pode ser usado como teste de rastreio para perda cognitiva ou como avaliação cognitiva de beira de leito.

    Outro teste bastante breve é o Instrumento de Rastreio de Habilidades Cognitivas-Forma Breve (Cognitive Abilities Screening Instrument-Short Form: CASI-S)67 com um estudo de validação no Brasil.68 Há baterias que aprofundam a avaliação cognitiva sem trazer grande incremento no tempo de avaliação, como a Bateria Breve de Rastreio Cognitivo - BBRC e o Exame Cognitivo de Addenbrooke-Revisado (Addenbrooke's Cognitive Examination-Revised: ACE-R)69 que apresentam estudos de validação para a população brasileira.70-73

    Recomendações - Para avaliação do estado mental/rastreio cognitivo na detecção de DA pode-se utilizar o Mini-Exame do Estado Mental (padrão). Outros instrumentos como o CASI-S, a Bateria Breve de Rastreio Cognitivo e o Exame Cognitivo de Addenbrooke-Revisado podem ser utilizados ampliando o escopo da avaliação cognitiva (norma).



    Baterias multifuncionais

    As baterias multifuncionais permitem uma avaliação mais detalhada, mas requerem mais tempo e cenário especializado para suas aplicações.




    Para avaliar a situação das baterias multifuncionais utilizou-se os descritores testes neuropsicológicos/bateria neuropsicológica AND demência AND validade/aplicabilidade/adaptação/sensibilidade AND Brasil. Da totalidade de artigos encontrados nas bases de dados (n=83) apenas 12 avaliavam aspectos de adaptação, confiabilidade ou acurácia de algumas baterias. As baterias Exame Cognitivo Cambridge-Revisada (Cambridge Cognitive Examination-Revised: CAMCOG-R),48 Sub-escala Cognitiva da Escala de Avaliação de Doença de Alzheimer (Alzheimer's Disease Assessment Scale-cognitive subescale: ADAS-COG),74 o Consórcio para Estabelecer um Registro para doença de Alzheimer (Consortium to Establish a Registry for Alzheimer's Disease: CERAD),9 e Escala de Avaliação da Demência Mattis (Mattis Dementia Rating Scale: MDRS)75 possuem estudos de adaptação, confiabilidade ou validação no Brasil59,76,77 (Classe II e III).

    Recomendações - Para a avaliação neuropsicológica multifuncional na doença de Alzheimer as escalas CAMCOG-R, ADAS-COG, CERAD e MDRS podem ser utilizadas (norma).



    Áreas cognitivas específicas

    A seleção da evidência foi realizada na base de dados PUBMED com os termos "memory", "dementia", "Brazil", com os limites "Humans", "English", Spanish", "65+ years", "80+ years" gerou 58 artigos, dos quais 15 tratavam de instrumentos cognitivos. Com os mesmos limites, nova busca foi realizada com as palavras "memory", "elderly", "Brazil" gerando 131 artigos. Esta busca identificou alguns dos 15 artigos já localizados e sete novos artigos sobre instrumentos cognitivos. O mesmo procedimento foi repetido substituindo a palavra "memory" por "attention" , gerando 12 artigos, entretanto, nenhum deles era diferente dos demais ou relevante para a temática dos instrumentos cognitivos. O procedimento de busca foi repetido com as palavras "executive function" e posteriormente com "visuospatial", gerando 12 e cinco artigos, respectivamente. Foram localizados três novos artigos sobre instrumentos - dois deles sobre funções executivas e um sobre funções visuoespaciais. No total, 25 artigos brasileiros foram identificados cuja temática era relevante para a avaliação dos instrumentos cognitivos usados junto à população idosa no Brasil.

    No banco de dados LILACS, foram utilizadas as palavras "memória" e "demência". Foram identificados 315 artigos, dentre os quais 10 não tinham sido localizados no PUBMED. A busca foi repetida com "teste atenção" e "demência" gerando 24 artigos e identificando quatro artigos novos relevantes.

    Com as palavras "função executiva" e "demência" sete artigos foram identificados, entretanto, não eram relevantes para a temática ou já tinham sido localizados nas buscas anteriores.

    Com "visuoespacial" e "demência", dois artigos foram localizados, mas não eram relevantes ou já tinham sido localizados anteriormente. As buscas foram repetidas cruzando cada função cognitiva com a palavra "idoso", entretanto, novos artigos não foram localizados.

    As estratégias de busca usadas no LILACS foram repetidas na base de dados SCIELO. A busca com "memória" e "demência" gerou 57 artigos, e "memória" e "idosos" gerou 33 artigos, dentre estes quatro novos estudos foram identificados. As buscas com as palavras "teste atenção", "função executiva", "visuoespacial" cruzando com "demência" ou "idoso" não geraram artigos. A Tabela 4 resume o resultado das buscas realizadas nas bases de dados.




    A análise dos artigos selecionados e a discussão entre os membros do painel geraram uma apreciação consensual sobre as evidências científicas que apóiam o uso dos instrumentos cognitivos já estudados no Brasil e as recomendações para utilização clínica a seguir apresentadas em cada área cognitiva específica.

    Memória

    A dificuldade de memória é o componente mais relevante na investigação cognitiva que deve fazer parte do diagnóstico da DA. É notório que esses indivíduos apresentam precocemente déficits na realização de novas aprendizagens e perda de informação no resgate tardio. Os testes recomendados para a avaliação da memória incluem evocação imediata e tardia de palavras ou figuras concretas ou abstratas, na modalidade verbal e visual.

    Para a memória verbal, os testes Rey Auditory Verbal Learning Test78-83 (RAVLT) e a lista de palavras da bateria cognitiva do Consortium to Establish a Registry for Alzheimer's Disease (CERAD)59,84,85 preenchem os requisitos mínimos de validação com normatização e aplicação significativa em população brasileira.

    Para a memória visual, o teste de 10 figuras da Bateria Breve de Rastreio Cognitivo (BBRC)71,86-90 e a evocação de figuras geométricas da bateria CERAD59,84,85 preenchem os requisitos mínimos de validação com normatização e aplicação significativa em população brasileira.

    A Figura Complexa de Rey avalia tanto a visuo-construção quanto a memória não verbal. As bases da validação para população brasileira idosa foram recentemente construídas, ampliando o potencial de aplicações já iniciado em nosso meio.91,92

    O Teste Comportamental de Memória de Rivermead (RBMT),93,94 o Short Cognitive Test (SKT)95,96 e o subteste Memória Lógica da bateria Wechsler Memory Scale - III (WMS-III)55,97 foram preliminarmente validados para população brasileira com crescente número de aplicações no país.

    Recomendações - Os testes RAVLT, dez figuras da BBRC e a lista de palavras e evocação de figuras da bateria CERAD devem ser utilizados na avaliação de memória no diagnóstico de DA - estudos de classe II e III (norma). A Figura Complexa de Rey pode ser utilizada considerando as limitações do valor clínico (opção prática).
    - Embora com larga aplicação em população brasileira, o Figure Object Memory Evaluation (FOME),94,97 o Selective Reminding Test e o subteste Reprodução Visual da bateria WMS-III ainda carecem de estudos de validação no Brasil.



    Atenção

    A atenção pode estar comprometida desde as fases iniciais da DA. Os portadores têm déficits em todas as modalidades de atenção, com destaque para dificuldades na mudança do foco atencional.

    Na modalidade auditiva, os testes recomendados incluem o subteste Dígitos em ordem direta (habilidades atencionais) e inversa (habilidades executivas e de controle atencional) da bateria Wechsler Adult Intelligence Scale III (WAIS-III). A bateria WAIS-III encontra-se traduzida e adaptada para o Português, as normas para população brasileira já estão disponíveis, sendo atualmente largamente utilizada.98,99

    Na modalidade visual, o teste de Trilhas (Trail Making Test) inclui duas modalidades - na parte A recruta a atenção e a parte B atenção dividida. São numerosos os estudos brasileiros envolvendo o uso do teste de trilhas. Embora não tenha sido validado em nosso meio, alguns estudos apresentam comparações entre grupos clínicos e normas para grupos etários divididos em faixas de escolaridade.91,94,100,101

    Recomendações - Para a avaliação da atenção no diagnóstico de DA deve-se utilizar o subteste Dígitos na ordem direta e/ou inversa (norma).



    Funções executivas

    Déficits em funções executivas - eleição de objetivos, planejamento, sequência de respostas e monitoramento - compõem o conjunto de alterações na DA. O Teste do Desenho do Relógio (TDR) atende a avaliação de múltiplos domínios cognitivos, como a memória semântica, a visuo-construção e as funções executivas, visto que o bom desempenho requer planejamento e monitoramento das ações. Encontra-se validado para uso no Brasil e apresenta notas de corte para a DA para a nossa população.102-108

    O Teste de Seleção de Cartas de Wisconsin é considerado um instrumento clássico para a avaliação das funções executivas, visto que examina a compreensão de regras para a combinação das cartas e a capacidade de trocar as regras ao longo da tarefa. O teste tem normas descritas para população idosa brasileira (manual de aplicação), porém estudos de validação não estão disponíveis nas bases de dados consultadas. Foram localizados estudos que usaram o teste em população idosa brasileira91,109 e outro estudo que sugeriu que a forma de aplicação, computadorizada ou com cartas, não altera o resultado entre idosos brasileiros.110

    Nos testes de fluência verbal, o aspecto executivo é proeminente. No Brasil, foram obtidos dados normativos para fluência fonêmica - faixa etária, idade e escolaridade111,112 e fluência semântica - faixas etárias e de escolaridade113-116 e aplicações destes instrumentos em estudos clínicos.

    Ainda no domínio das funções executivas, para a avaliação do pensamento abstrato, o subteste Semelhanças da bateria WAIS-III encontra-se validado, com normas para a população idosa brasileiras. O Teste Stroop, apesar de muito utilizado em nosso meio,91,109 não foi validado para a população brasileira.

    Recomendações - Para a avaliação de funções executivas na DA pode-se utilizar o TDR e o teste de fluência verbal (fonêmica e semântica) (norma). O subteste Semelhanças da bateria WAIS-III poderá ser utilizado para avaliação da capacidade de abstração (opção prática).
    Observações - A Entrevista Executiva EXIT-25117,118 a Bateria de Avaliação Comportamental da Síndrome Disexecutiva (BADS)119,120 e a Bateria de Avaliação Frontal (FAB)121 encontram-se em estágio inicial de validação no Brasil.



    Habilidades visuoperceptuais e construtivas

    Essas habilidades estão comprometidas nas fases tardias da DA e não há testes plenamente validados no Brasil para avaliação desses aspectos cognitivos. Para avaliação de habilidades visuo-construtivas, dentro da bateria CERAD, o subteste de Cópia de Figuras, encontra-se preliminarmente validado.59,84,85 O TDR, citado acima, também cumpre a finalidade de avaliação da capacidade da visuo-construção.102-106,108 O subteste Cubos da bateria WAIS-III também poderia ser utilizado, visto que conta com validação para o Brasil.97-99 A Figura Complexa de Rey, que conta ainda com poucos estudos envolvendo a população idosa brasileira,91,92 poderia utilizada para avaliar a habilidade de planejamento durante a execução de tarefa visuo-construtiva.

    Uma opção para a avaliação da capacidade de visuopercepção seria o subteste Raciocínio Matricial da bateria WAIS-III, já validada no Brasil,97-99 que equivale ao teste Matrizes Coloridas de Raven. Esse último foi validado para crianças e pode ser utilizado na avaliação de idosos, entretanto, não foram localizados estudos sobre este instrumento nas bases de dados consultadas.

    Recomendações - Para a avaliação de habilidades construtivas na DA deve-se utilizar a cópia de figuras do CERAD e o TDR (norma).


    Sugestão de protocolo mínimo

    A Tabela 5 apresenta uma proposta de protocolo mínimo para avaliação de funções cognitivas específicas para o diagnóstico da demência da doença de Alzheimer.




    Linguagem

    Dificuldades de linguagem são constatadas entre as manifestações iniciais da DA, particularmente dificuldades de nomeação.

    Em relação à linguagem a busca nas bases de dados partiram dos termos linguagem × doença de Alzheimer, que não localizou artigos publicados. Os termos mais próximos eram linguagem e cognição que identificou 3 (três) publicações nas quais não havia afinidade com a temática investigada. A busca por "language × Alzheimer's disease" no LILACS não localizou nenhuma publicação. No LILACS os unitermos mais próximos ao tema de interesse foram linguagem e cognição. No PUBMED foram encontrados 92 artigos, sendo dois artigos brasileiros vinculados ao tema de interesse.

    No PUBMED, identificamos publicações a respeito do Boston Naming.122 O Boston Naming é sem dúvida o teste mais utilizado para essa finalidade. No Brasil há um estudo de adaptação e normas para diferentes faixas etárias e escolaridades com grande amostra, com indicações de valores de desempenho esperado para faixas etárias, gênero e educação.123 Os testes de fluência verbal também são utilizados com a finalidade de verificar comprometimentos lexicais presentes no início da DA. Estudos no português brasileiro buscaram determinar efeitos de idade, escolaridade e gênero na fluência verbal semântica.113,116

    A bateria Arizona é recomendada para avaliar a interface linguagem/memória na demência e apresenta estudos preliminares de validação e acurácia.124 O protocolo completo da bateria Boston encontra-se na mesma situação.125 Outras baterias abrangentes para avaliar linguagem foram aplicadas em amostras de indivíduos sadios, resultando daí notas de corte de desempenho. É o caso da Bateria Beta-MT.126 Todos os estudos citados são nível de evidência Classe III.

    Recomendações - A avaliação da linguagem para o diagnóstico de DA deve ser realizada com o Boston Naming ou o teste de fluência verbal semântica (norma). Os pacientes com prejuízo nas provas acima deveriam ser avaliados mais amplamente pelas baterias Arizona, Boston ou Beta MT (opção prática).



    Escala de avaliação clínica da demência

    A escala de avaliação clínica da demência (Clinical Dementia Rating - CDR)127 apresenta estudos de validação no Brasil de classe I e II.128-130

    Recomendações - Para avaliação da demência na doença de Alzheimer, bem como classificação dos pacientes em estágios da doença, pode-se utilizar a escala de avaliação clínica da demência (CDR) (padrão).



    Comentários finais

    Tendo em vista o perfil dos instrumentos utilizados nas avaliações cognitiva, funcional e comportamental e a disponibilidade ainda relativa de estudos de validação que cubram a maioria das características psicométricas de muitos testes e escalas, é recomendável que estudos dessa natureza sejam estimulados em nosso país e desenvolvidos com suporte das agências fomentadoras de pesquisa.

    Também é importante ressaltar que as análises e recomendações aqui realizadas focaram o diagnóstico de doença de Alzheimer. Comprometimento cognitivo leve (CCL) seja no conceito mais amplo, ou no mais específico da doença de Alzheimer (conforme diretrizes diagnósticas) merece uma revisão individual do valor de testes e escalas para avaliação cognitiva, funcional e comportamental. O desenvolvimento de um consenso para CCL é necessário.


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    1. Serviço de Neurologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre RS, Brasil.
    2. Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da USP, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, São Paulo SP, Brasil.
    3. Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da USP, São Paulo SP, Brasil.
    4. Centro de Matemática, Computação e Cognição, Universidade Federal do ABC, Santo André SP, Brasil.
    5. Departamento de Gerontologia, Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH/USP Leste) São Paulo SP, Brasil.
    6. Grupo de Pesquisa em Neurologia Cognitiva e do Comportamento, Departamento de Medicina Interna, Faculdade de Medicina, UFMG, Belo Horizonte MG, Brasil.

    Márcia L.F. Chaves
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